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Terceira live da e-DAU, com Nicia Leite: como se movem os humanos urbanos?

Atualizado: Jul 2

Third e-DAU live with Nicia Leite: how do urban humans move around?


DISCUSSÕES / DEBATES

29/06/2021

A Mobilidade Urbana e as Cidades Inteligentes foram tema do debate proposto por Nícia Formiga Leite, diretora estadual e-DAU no Piauí, na última sexta-feira (25 de junho de 2021). Frente a uma frequente constatação dos problemas das cidades, a pesquisadora propôs enfoques interessantes na busca por soluções no âmbito da Arquitetura e do Urbanismo. Ainda que seja relevante apontar, por exemplo, que a rede viária representa, atualmente, cerca de 50% dos custos de urbanização nas cidades brasileiras, os problemas referentes à mobilidade urbana não são apenas resultado das transformações recentes e podem ter mais a ver com a maneira como pensamos, do que com o meio pelo qual nos movemos. Um retrato dessa hipótese pode ser representado pelo congestionamento de carroças, séculos atrás. Assim, Nícia sugeriu-nos que falemos de mobilidade “humana”, e não “urbana”, uma vez que se trata dos deslocamentos de pessoas e de suas interações. Entretanto, aumenta a cada dia o número de seres humanos interagindo e deslocando-se em cidades. Mas por onde se deslocam? Como o urbanista pode contribuir? É então que se associam as cidades inteligentes à mobilidade humana e urbana. Uma mobilidade inteligente – ou a mobilidade em cidades inteligentes – busca: a integração em nível regional, nacional e global; o desenvolvimento urbano; a economia ambiental; valores educacionais e culturais; além de um eficiente sistema de transportes e serviços. Como uma visão do futuro possível, ouviu-se na fala de Nícia inúmeros exemplos positivos e atuais sobre como podemos nos mover de maneira mais inteligente nas cidades. A partir da apresentação e dos comentários que a seguiram, ficou claro que a transformação das cidades não deve estagnar na busca por vilões – rótulo costumeiramente atribuído aos automóveis na atualidade – nem em falsas dicotomias – como uma escolha unilateral da gestão pública entre transportes individuais ou transportes coletivos. A palavra-chave para um futuro mais inteligente parece ser integração”. Para isso, é preciso pensar nas pessoas, no que as beneficia ou empolga, no que as faz escolher um percurso em detrimento a outro. Enquanto projetistas, é também preciso sermos culturalmente responsáveis, para não passarmos por cima de particularidades das vivências locais. Nesse sentido, nossa atuação deve priorizar projetos de ruas menos velozes para integrar usos diversos, planos de mobilidade urbana que integrem transportes variados, e soluções sustentáveis que aliem tecnologia e meio ambiente. Felizmente, a rede e-DAU se alinha a essas intenções, colocando em prática sua missão por meio da atuação de seus membros.


Third e-DAU live: how do urban humans move around? Urban Mobility and Smart Cities were the theme of the debate proposed by Nicia Formiga Leite, state director of e-DAU in Piauí, Brazil, last Friday (June 25, 2021). Facing a frequent finding which is related to problems in cities, the researcher proposed an interesting approach in the search for solutions in the fields of Architecture and Urbanism. Even though it may be relevant to point out that the road network represents, currently, roughly 50% of the urbanization costs in Brazilian cities, the problems related to urban mobility are not only the result of recent transformations and may have to do more with the way we think than with the means with which we move around. A reflection of this hypothesis can be portrayed by the jam of carriages, centuries ago. Thus, Nicia suggested that we should discuss "human" rather than "urban" mobility, since it refers to displacements of people and their interactions. However, the number of human beings interacting and moving around in cities. But where do they move to? How can an urbanist contribute? It is then that smart cities are associated with human and urban mobility. An intelligent mobility - or the mobility in smart cities - aims at the integration at regional, national and global levels; urban development; environmental economy; educational values; in addition to an efficient system of transportation and services. As a vision of a possible future, we learnt from Nicia's

speech innumerous positive and current examples on how we may move around in a more

intelligent manner in cities. Starting from the presentation and the subsequent comments

which followed it, it was clear that the transformation of cities should not stagnate in

the search for villains - a label usually attributed to cars nowadays - and neither in false dichotomies -,as a unitary choice in public management between individual or collective transportation.The keyword for a more intelligent future seems to be "integration". To achieve this it is necessary to consider people, in whatever way this may benefit or motivate them, or in the manner which may make them choose a path rather than another. As designers, it is also necessary to be culturally responsible, so that we do not override particularities of the local lifestyles. In this sense, our activities should prioritize projects of less speedy streets to integrate different uses, urban mobility plans which may integrate diverse transportation systems, and sustainable solutions which may ally technology and the environment. Fortunately, the e-DAU network aligns itself with these same intentions, putting into practice its mission through the work of its members.


Texto / Text

César Renato Canova